Tipos de Rochas

Onde é possível encontrar petróleo?

O petróleo e o gás são hidrocarbonetos encontrados na natureza em bacias sedimentares locais nos quais há acúmulo de rochas sedimentares.  Estas são formadas por processos de decomposição e depósito de outras substâncias, tais como outras rochas, elementos químicos e orgânicos sobre  depressões que ocorrem na crosta terrestre, as chamadas  “bacias sedimentares”.

Além disso, para que ocorram acumulações de petróleo e/ou gás em uma bacia sedimentar, outras condições são necessárias. É preciso que existam rochas geradoras, reservatórios e capeadoras favorecendo, respectivamente, a formação, a acumulação e prevenção do escape para a superfície, do petróleo/gás bem como a sincronização entre as condições de maturação das geradoras (temperatura e pressão adequadas) e migração do petróleo e/ou gás para as rochas reservatórios.

Nas rochas geradoras são aquelas nas quais se dá a acumulação e preservação de matérias orgânicas vegetais e animais que, quando submetidas a determinadas combinações de temperatura e pressão permitem a geração e, posterior, expulsão de hidrocarbonetos. Em geral são rochas de textura fina, como folhelhos, siltitos, calcilutitos e margas. Dependendo da composição das matérias orgânicas nelas presentes  e nas condições de temperatura e pressão as quais são submetidas, as  condições propícias para a geração de petróleo ou gás poderão se constituir.

As rochas reservatórios são aquelas que manifestam condições de porosidade e permeabilidade propícias à acumulação e produção do petróleo e/ou gás, já que o petróleo ocorre entre os grãos das rochas. Uma jazida de petróleo assemelha-se, portanto, muito mais a uma esponja encharcada do que a uma caverna com líquido. Quanto maior as porosidades e as permeabilidades melhores as condições de produtividade das rochas reservatórios. As principais rochas reservatórios são os arenitos e conglomerados (detríticas). São exemplos de detríticas  os reservatórios turbidíticos do pós-sal, encontrados em Marlim, Albacora, Roncador e Atlanta, e os carbonatos (químicos ebiogênicos) presentes nos importantes reservatórios na seção pré-sal das bacias de Santos e Campos, como em Tupi, Libra e Carcará. Existem também reservatórios não convencionais, compostos por rochas com baixas permeabilidades originais, que por terem grande quantidade de fraturas, permitem fluxos de petróleo e/ou gás que podem ser extraídos de maneira econômica. Na rocha reservatório, é comum haver água salgada, acima dela o petróleo e acima do petróleo, gás natural.

Como o petróleo tende sempre a migrar para cima, atravessando as rochas que o recobrem através de fraturas ou de espaços entre os grãos, acabará chegando à superfície da Terra se não impedido ao encontrar no caminho uma rocha impermeável que o detenha. Estas são chamadas de rochas capeadoras. Se as encontra, forma-se a jazida. As rochas que atuam como “capeadoras” ou “selos” possuem baixíssima permeabilidade impedindo que o petróleo e/ou gás acumulados nas rochas reservatórios migrem em direção da superfície. As principais rochas capeadoras são folhelhos, siltitos, calcilutitos, margas e as rochas evaporíticas tipo halita, carnalita, anidrita. As rochas sedimentares podem ser divididas nos seguintes tipos: “detríticas”, “químicas” e “biogênicas”.

É importante que a migração do petróleo para a superfície seja barrada, caso contrário, começa a perder seus componentes voláteis, transformando-se em asfalto natural, do tipo que foram usados pela humanidade desde três mil anos A.C..

  1. Rochas Sedimentares Detríticas: são as rochas formadas por processos de desintegração de rochas pré-existentes (ígneas, metamórficas ou sedimentares) e posterior litificação; ex.: arenito, siltito, folhelho
  2. Rochas Sedimentares Químicas: são as rochas formadas por precipitação de substâncias dissolvidas nas águas dos rios, lagos e oceanos são as rochas sedimentares formadas através de processos químicos; ex.: halita, carnalita, estalactites, travertinos
  3. Rochas biogênicas: são aquelas formadas por carapaças de organismos (ex.: coquinhas, que são carbonatos formados por conchas) ou onde há a atuação predominante de organismos vivos, como colônias de micróbios, bactérias e algas, que são os formadores de carbonatos da seção pré-sal no Brasil.

Rochas ígneas: são aquelas formadas pela solidificação do magma, por isso também chamadas de “magmáticas”, e podem ser subdivididas em “intrusivas” e “extrusivas”.

  • As rochas ígneas intrusivas, ou “plutônicas”, são aquelas onde a solidificação da mesma ocorre em grandes profundidades, com baixa velocidade de resfriamento e, portanto, com boas condições de cristalização. Um bom exemplo seria o granito.
  • As rochas ígneas extrusivas, ou “vulcânicas”, são aquelas onde a solidificação ocorre em profundidades rasas ou em superfície, com alta velocidade de resfriamento, e por isso, com pouco tempo para a formação de cristais, tendo o basalto como um bom exemplo.

Rochas metamórficas: são aquelas formadas pela deformação provocada por pressão e temperatura atuando sobre rochas ígneas, sedimentares e mesmo as metamórficas pré-existentes. Um granito (ígnea) pode ser transformado em um gnaisse (metamórfica), ou um calcário (sedimentar) pode ser transformado em mármore (metamórfica), por processos metamórficos.

Última atualização em 2015-06-08T12:03:38

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