Aquisição de Dados

Aquisição de Dados - Como identificar o potencial petrolífero de uma área?

O petróleo é um recurso natural abundante, porém identificar o potencial de uma área requer pesquisas e estudos, caros e complexos. O primeiro passo necessário para inferir o potencial para a ocorrência de acumulações de petróleo ou gás em uma determinada região ou para a valoração de uma descoberta é a organização de um banco de dados com informações geológicas e geofísicas que serão interpretados em uma avaliação exploratória, quando explorando uma área nova, ou exploratória, antes de iniciar o desenvolvimento ou a produção.  É fundamental que o estudo contenha informações em quantidade e com qualidade suficientes para uma avaliação precisa do potencial exploratório e explotatório da área.

Nesta aquisição e gerenciamento de dados são empregadas tecnologia de ponta para mapear e armazenar as informações coletadas e obter precisão nos estudos. Esses estudos absorvem de 10% a 20% do investimento em um projeto de exploração e produção.

O estudo de aquisição de dados possui etapas de (i) busca e descoberta de hidrocarbonetos e de (ii) estudo de viabilidade (técnica e financeira) de exploração da acumulação encontrada. Nele são envolvidos geólogos e geofísicos que farão o estudo dos elementos encontrados tais como o tipo de rocha do reservatório, sua porosidade, a quantidade de água e areia existente, entre outros. Os dados reunidos constituem um material essencial para obtenção de estimativas sobre o volume a ser produzido. Embora os estudos de aquisição de dados sejam críticos para reduzir os riscos de exploração, não são capazes de eliminá-los.

As principais informações geológicas se referem a dados de rochas obtidas em superfície ou em sub-superfície (por meio de perfilagens de poços). São elas perfis elétricos, acústicos e radioativos; análises geoquímicas das possíveis rochas geradoras e análises bioestratigráficas para uma adequada avaliação estratigráfica. Esta última identifica a sequência das rochas no subsolo, buscando determinar os processos e eventos que as formaram, bem como a "vida" relativa dos extratos terrestres (camadas do solo), dentre outras.

As principais informações geofísicas são obtidas por meio de aquisições de dados gravimétricos, magnetométricos e sísmicos. Os primeiros segregam e pesam os diferentes componentes encontrados e os segundos examinam os campos magnéticos por eles emitidos. Ambos são mais adequados para interpretações preliminares e regionais, enquanto a sísmica é largamente utilizada desde a prospecção de oportunidades exploratórias até o desenvolvimento de uma descoberta.

As informações geológicas e geofísicas podem ser obtidas contratando prestadores de serviços especializados no seu levantamento ou comprando os que estão sob domínio público no Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP) da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O BDEP reúne todas as informações já coletadas pela indústria de petróleo e gás no Brasil. Para acessar os prazos em que estes dados podem ser mantidos em confidencialidade pelas empresas especializadas e concessionárias clique aqui

É necessário obter autorização da ANP bem como as respectivas licenças ambientais, Estaduais (áreas terrestres) ou Federais (áreas marítimas) para adquirir de dados geofísicos e perfurar poços.

A sísmica tem importância fundamental na etapa de aquisição de dados porque produz informações mais precisas sobre as possibilidades de uma área antes da perfuração. Ela consiste na propagação de sinais sonoros cujas ondas, ao entrarem em contato com a massa terrestre, retornam na forma de eco. As ondas destes ecos, expressas graficamente, constituem informações sobre a composição da massa sub-superfície. No mar, os sons são emitidos a partir de navios com milhares de receptores.

A tecnologia para a sísmica avançou significativamente quanto ao detalhamento das informações da sub-superfície que captura. Para uma avaliação regional ou preliminar de uma área, os dados sísmicos 2D, que possuem grande espaçamento entre as linhas sísmicas, podem ser suficientes. Porém para uma adequada definição de um prospecto exploratório ou para os trabalhos de desenvolvimento e produção de uma descoberta, é fundamental uma sísmica 3D, caracterizada por apresentar pequeno espaçamento entre as linhas sísmicas.

Os dados sísmicos podem ser: i) não exclusivos como os SPECs, provenientes de levantamentos realizados pelas empresas de aquisição de dados; ii) proprietários, encomendados diretamente pelas concessionárias de blocos exploratórios e iii) dados de fomento, advindos de levantamentos da própria ANP.

Exemplo de Aquisição de dados sísmicos - créditos da foto: CGG

Última atualização em 2015-04-20T16:38:25

Downloads


Apagar este documento do carrinho
Limpar Lista Baixar Documentos