QGEP compra 10% de bloco na Bacia de Santos

A QGEP e a Barra Energia compraram participação de 20% no bloco BM-S-8, da Shell Brasil, onde está o prospecto Bem-te-vi, na Bacia de Santos. Com o negócio, a QGEP passa a operar no pré-sal, onde foram descobertos indícios de petróleo em maio de 2008.

Operado pela Petrobras, que possui 66% do bloco, o BM-S-8 tem como parceira também a portuguesa Galp, com 14%. A transação ainda precisa de aprovação da ANP (Agência Nacional do Petróleo). A QGEP será detentora de 10% do Bloco.

DESCOBERTA

A Petrobras declarou em maio de 2008 que descobriu indícios de petróleo no BM-S-8, e análises preliminares indicaram que a densidade do petróleo está melhor que a média no Brasil e comparável a de outras descobertas do pré-sal, na Bacia de Santos.

Em teleconferência para analistas, o Diretor de Exploração e Produção da QGEP, Lincoln Guardado, afirmou que o ativo é promissor e que a empresa prospecta mais oportunidades como essa. "Continuamos com apetite, como é o caso da licitação que está por vir [11ª rodada da ANP], e abertos a ofertas de mercado. Temos conversas, mas não é algo que permite nenhum tipo de ‘disclosure‘ e que tem diferentes temperaturas", explicou.

As operações da QGEP estão localizadas nas Bacias de Camamu-Almada, Santos e Jequitinhonha e já contam com 12 prospectos exploratórios identificados e quatro descobertas. Lincoln descartou a possibilidade de Bem-te-vi ter sido considerado um ativo pouco atrativo pela Shell. Segundo ele, a expectativa é de que o Poço de Bigúa, em Bem-te-vi, repita a média de sucesso geológico da bacia de Santos, de 75%. "No mínimo a taxa de sucesso é de 50%", avaliou o executivo, afirmando que a QGEP tem como meta ter entre 10% e 30% do seu portfólio no pré-sal.

Ele explicou, ainda, que, para valer a pena, uma exploração na região do pré-sal, na Bacia de e Santos, devido às grandes profundidades e distância da costa, os reservatórios precisam no mínimo ter entre 300 e 400 milhões de barris recuperáveis. "O tamanho mínimo entrou no radar da nossa composição de risco e custo", disse Lincoln, que não teve acesso às informações da operadora, mas se baseou em estudos 3D e mapeamento do vendedor, além de uma auditoria no trabalho da Petrobras.

"Agora vamos ver se o bloco tem potencial de descoberta", disse aos analistas.

A previsão do governo é que neste ano seja realizada a 11ª rodada de licitações de áreas de petróleo e gás natural, mas, para isso, a presidente Dilma Rousseff precisa assinar a autorização do leilão até o final de julho


Atualizado em 2014-01-08T16:05:03

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