Campanha exploratória é principal driver para Queiroz Galvão no curto prazo

SÃO PAULO - A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP3) pode anunciar importantes drivers de curto prazo em breve, destacou a equipe de análise da Bradesco Corretora. A maioria deles estariam relacionados à sua campanha exploratória, afirmam os analistas Auro Rozenbaum, Bruno Varella e Gabriel Levinho.

Assim, a equipe de análise da corretora mantém a recomendação outperform (performance acima do mercado), com preço-alvo de R$ 21,60 para as ações da empresa. Isso lhe garante um potencial teórico de valorização de 52,33% frente ao fechamento da última terça-feira (13).

Campanha exploratória é importante "A principal referência deve ser a publicação dos resultados do bloco BM-S-12, no meio de março. Esse bloco representa 41% do portfólio de reservas da companhia e é o maior em termos de recursos", salientaram os analistas. Além disso, o retorno da perfuração do bloco BM-J-2 também é um fator muito importante para as ações da petrolífera - por representarem 24% do total do portfólio de reservas da companhia. Atualmente, o processo está parado nesse bloco por questões ambientais.

O bloco BM-S-8 também deve ter respostas em breve, por volta da metade de 2012, com a companhia perfurando o poço Carcará - que deve estar a menos de 7.000 metros. Por sua vez, o bloco BS-4 ainda precisa da aprovação da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Aquisições e produção também chamam atenção

A campanha exploratória, porém, não é a única referência para a empresa. "A produção em Manati retornou para a capacidade total após um período de manutenção em dezembro de 2011", afirmaram os analistas. Assim, a companhia deve passar por breves paradas de manutenção, a um custo de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões.

Outra referência pode ser as farm-ins (aquisições de novos poços no mercado secundário) e aquisições de novos ativos. A companhia já comprou 10% do bloco BM-S-8 da Shell, por um preço de US$ 175 milhões. A companhia já pagou 10% também por BS-4 e deve pagar os outros 90% após a aprovação da ANP, esperada para o primeiro trimestre. A companhia também pode realizar fusões e aquisições, adquirindo por exemplo os ativos brasileiros da Anadarko. A companhia já afirmou estar analisando oportunidades de aquisição, mas não proveu nenhuma informação adicional.

Leilão, certificação e capex

Além disso, a companhia está estudando o 11º leilão da ANP, analisando a margem equatorial - composta de cinco bacias no nordeste no País, no foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. A companhia estuda potenciais parcerias para diliuir risco, já que a aréa é geologicamente complicada.

A equipe do Bradesco também lembra que a companhia pode ter novas certificações de reservas em 2012, o que geralmente muda os humores do mercado. Assim, os analistas lembram que a empresa também terá de lidar com seu capex (investimentos em bens de capital), já que necessitará de US$ 160 milhões - potencialmente necessitando de levantar recursos, preferencialmente através de dívida, por volta da segunda metade de 2013.

Fonte: InfoMoney


Atualizado em 2014-01-08T15:58:44

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